ERP nas organizações, custo ou investimento?

Em tempos de crise na economia qualquer gasto que seja considerado excessivo é cortado, pensando primeiramente na saúde da empresa.

Mas, quando falamos de softwares ERP, até que ponto pode ser considerado custo? Quais estratégias as empresas podem tomar para manter o uso do sistema e torna-lo um fator de crescimento e não sinônimo de dinheiro jogado fora?

Nesse artigo vou levantar alguns pontos essenciais para que uma empresa mantenha o uso e os benefícios dessa ferramenta.

É muito importante entender quais são suas reais necessidades no momento de adquirir um ERP. A oferta de ERP´s no mercado é ampla e variada, desenvolvidos com tecnologias específicas para determinados tipos de segmento e também por porte de cada empresa. Isso significa que se seu negócio é pequeno e não dispõe de muito capital para esse investimento, foque em software de valores fixos, mensais, que não necessitam de grandes projetos para implantar mas que, claro, atenda às suas necessidades.

Existem bons ERP´s que fazem operações básicas: controle de estoque, emissão de notas fiscais, controle de compras e financeiro por mensalidades baixas de R$ 300 a R$ 400 mensais ou até menos e sem investimento na implantação – pode ser essa uma boa opção.

Se sua empresa necessita de controles mais específicos, como controle de produção, contábil, fiscal, RH, entrega de obrigações eletrônicas é necessário partir para sistemas mais completos, que normalmente encarecem mais o software. Mas mesmo para esses casos é possível fechar um contrato com um valor que caiba no orçamento, o que precisa sempre ficar claro é que toda tecnologia que venha para somar não pode ser descartada, principalmente numa era cada vez mais digital e eletrônica.

Vale lembrar que o investimento não se limita apenas ao software em questão, outras tecnologias são necessárias: um bom servidor, um bom link de internet, softwares de segurança e, em alguns casos, até mesmo um profissional qualificado para manter o sistema no ar ou até mesmo uma empresa para prestar esse tipo de serviço (uma consultoria, por exemplo).

Um importante ponto que também precisa ser considerado e que parece óbvio, mas que nem sempre é levado em conta, é a qualificação da mão de obra. Seus funcionários precisam dominar o uso e os processos do software! Treinamentos constantes e acompanhamento garantem o bom funcionamento e reduzem os riscos de erros e, consequentemente, os custos. Os processos têm que ser claros e de fácil entendimento! Todas as áreas necessitam entender os riscos e os impactos em caso de falha.

Enfim, sem dúvidas o software ERP é um investimento e não um custo. A médio e longo prazo os ganhos são enormes. Ter o controle e a segurança de toda informação é essencial para o crescimento de qualquer organização independente do tamanho ou segmento que atua, mas precisa ser adquirido com sabedoria, após uma boa análise. Muitas empresas têm enfrentado grandes dores de cabeça por conta de uma aquisição errada. Não se esqueça também de sempre se preocupar com a manutenção do mesmo, pois na maioria deles é necessário atualizar de tempos em tempos.

Se seu investimento for feito baseado num estudo preliminar, seu crescimento será certo.

Autor: Renan Silveira Galindo
Fonte: ERP nas organizações, custo ou investimento?

 

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